O dia estava espectacular, com um sol radioso e um ar de Verão se bem que nem a Primavera ainda começou. Convidativo a um passeio para quem pudesse, eu tinha a opção de ficar em casa. Mas aproveitei o dia para... fazer o que tinha pendente.
Umas cortinas de rolo andavam por ali perdidas, aguardando a minha vontade de as colocar, a qual, diga-se de passagem, era nenhuma. Mas, mais tarde ou mais cedo, elas lá teriam que ficar pregadas ao tecto. Enfim, estava-me a custar retirar as ferramentas da despensa super cheia, andar a arredar móveis e passar o dia a subir e descer do escadote. Mas,... ![]()

Lá arranjei coragem, com grande "ajuda" da minha mulher que me fez um ultimato para colocar as malditas cortinas. E, quando as nossas mulheres fazem ultimatos, é mesmo conveniente não procurar mais argumentos... ![]()
Primeiro havia que ir comprar material. Lá fui eu, com uma cara em que o queixo chegava ao chão, ao centro de bricolage mais perto, à procura do que necessitava: sarrafos de madeira, parafusos de medidas várias, buchas específicas para unir madeira a betão e, o que mais me lembrasse pelo caminho.
E, passado umas horas, lá regressei com um grande saco de quinquilharia e dois enormes sarrafos de madeira que tiveram de vir a sair pela janela do carro que, lá dentro, não cabiam. Também não cabiam no elevador e, tive de as levar pelas escadas. Começava bem...
Coloquei o material todo no local "da obra" e comecei a preparar o estaminé. Afastar móveis, criar espaço para me movimentar, planear o trabalho ou melhor, a sequência dos trabalhos. Depois, a mesa de jantar virou oficina com todo o material (só o necessário) espalhado por ali.

Colocar o escadote no local e... começar.

Primeiro, e porque antes existiam umas cortinas de correr, houve que retirar as calhas e parafusos existentes (que foram guardados para alguma necessidade futura...
)
Depois, tirar as medidas exactas de modo a cortar os sarrafos de madeira em dois comprimentos exactamente iguais. Tinha de ser colocado no tecto uma barra de madeira com 3,58m exactos de modo a fixar as bases de suporte dos rolos. Cortar e confirmar que está correcto. E, com isto, já tinha subido e descido do escadote algumas vezes.

Já tudo cortado e verificado, faltava a parte que mais detesto: fazer furos com 3cm de profundidade (mínimo), num tecto em placa de betão.
Pois, é mesmo doloroso e o suor escorria à medida que fazia força no berbequim. A broca aquecia e havia que parar um pouco para ela arrefecer e, depois, voltar a tentar mais um pouco. Quatro furos num tecto, encavalitado em cima de um escadote valeram, em suor, umas duas horas de ginásio... é claro que também eu aproveitava para de vez em quando vir cá abaixo arrefecer um pouco... ![]()
Depois, as buchas-prego, as minhas preferidas para agarrar sólidamente, foram colocadas e apertadas.

No fim, ficou esta "bonita treta".

"ENTÃO NÃO FOI UMA TARDE DE DOMINGO BEM PASSADA?...)
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Ai, não fosse a Primavera... para eu estar de bom humor...
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